Estudo realizado pela Ernst & Young sobre transações envolvendo companhias dos setores de consumo no terceiro trimestre revela que o mercado de alimentos liderou o número de fusões e aquisições entre os meses de julho e setembro de 2010, com 54 operações, número 22% maior do que o registrado no segundo trimestre.
Segundo o levantamento Consumer Products Deals Quarterly, elaborado pelo time global da consultoria, no período foram realizadas 301 fusões e aquisições, incluindo empresas dos setores de alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal e tabaco – sendo 70 com recursos de private equity. No trimestre anterior, aconteceram 247 operações, sendo 38 com private equity.
De acordo com a ABF, o segmento de alimentação cresceu 17,4% de 2008 para 2009 e a expectativa é de crescer 18,8% entre 2009 e 2011. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou a pesquisa "Panorama Global das Franquias do Setor de Alimentação", feita em parceria com a ECD, consultoria especializada em food service. A amostra faz parte do Seminário Setorial de Redes de Alimentação, evento realizado anualmente pela entidade que reúne diversos profissionais do setor.
"A principal finalidade do estudo é levantar informações sobre o setor, suas tendências, inovações, mostrar a força do segmento", explica Ricardo Bomeny, presidente da ABF. O estudo foi consolidado entre os meses de abril e junho de 2010, o ano base da pesquisa é a comparação de 2009 sobre 2008 e indica as expectativas de 2010 a 2012.
Ao todo 41 empresas, associadas à ABF, participaram da pesquisa representando um total de 5.308 lojas, sendo 16% lojas próprias e 84% franqueadas. As redes representadas na amostra equivalem a um faturamento anual de R$ 11.877 bilhões, o faturamento mensal por loja é de R$ 186.469,45, o ticket médio geral é de R$14,02, a taxa de crescimento na comparação de 2009/2008 é 17,4% e a expectativa para 2010/2009 é de 18,8%.
"O crescimento de 18,8% é um ótimo indicador do otimismo das empresas no mercado, que, apesar de ser bem competitivo e maduro com empresas fortes, com presença nacional, mostra claramente que existem ainda muitas oportunidades a serem exploradas", afirma João Baptista Jr, coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação da associação.
A revista "International Cement Review", do Reino Unido, anunciou a publica-ção de seu último "Global Cement Report" (relatório global do setor de cimento), de 400 páginas, que traz análises e previsões sobre a indústria do cimento em todo o mun-do, com cobertura de 160 países e detalhamento inigualável. Em essência, o novo rela-tório observa que o crescimento do consumo mundial de cimento desacelerou 2,4 por cento em 2008, caindo para 2830Mt, mas se recuperando em 2009, com 2998Mt, e em 2010, com 3294Mt, resultando em taxas de crescimento anual de 5,9 por cento e 9,9 por cento, respectivamente, nesses dois últimos anos.
Para 2012, as previsões de consumo de cimento no mundo indicam que será a-tingido o recorde de 3859Mt. No momento, a China prevalece como maior consumidor mundial de cimento, com 1851Mt em 2010, quase o dobro dos níveis de 2004, enquanto a Índia, o segundo maior consumidor mundial, registrou 212Mt em 2010. Os Estados Unidos, o terceiro maior consumidor, viu a demanda cair para 69Mt. O comércio mun-dial de cimento e clínquer foi de 150Mt em 2010 - desse volume, o comércio marítimo foi responsável por 105Mt, segundo as estimativas. Do total do comércio internacional, cerca de 50Mt foi de clínquer. A Turquia é, atualmente, o país que registra a maior ex-portação mundial de cimento e de clínquer, com vendas de 19Mt em 2010, superando a China, com um volume de exportações de quase 17Mt. A Tailândia ficou em terceiro lugar, com um volume de exportações de 14Mt de cimento e clínquer. O Bangladesh é atualmente o maior importador de cimento e clínquer do mundo, com um volume de importações de 12Mt em 2010, seguido pela Nigéria, com 7Mt, e EUA, com quase 6Mt (importações de 36Mt, em 2006). A Lafarge mantém sua posição de maior vendedora mundial de cimento, com 141,2Mt e um volume de negócios de EUR 11,884m, à frente da Holcim, com vendas de 136,7Mt de cimento e um movimento de EUR 15,691m. A HeidelbergCement permanece em terceiro lugar, à frente da Cemex, Italcementi e Buzzi Unicem. A Holcim, entretanto, detém a liderança em termos de capacidade global de distribuição de cimento de 212Mt, 11Mt a mais que a Lafarge.
PAC, Olimpíadas, Copa, Minha Casa, Minha Vida e infraestrutura levam indús-tria a planejar aumento de capacidade de 65% em 5 anos.
Com o forte crescimento da construção no Brasil, as indústrias de cimento inves-tem para aumentar a produção e estudam ampliar as importações para dar conta de aten-der à demanda doméstica. A conseqüência é que as exportações praticamente desapare-ceram.
A indústria de cimento perdeu oportunidades de vendas externas atrativas. O pi-co das exportações brasileiras de cimento se deu em 2007, com 1,24 milhão de tonela-das vendidas. De lá para cá, o número tem apresentado forte queda e deve fechar 2010 abaixo das 40 mil toneladas.
Em sentido contrário, a avalanche de obras no Brasil, como os grandes projetos do PAC aos estádios da Copa, Olimpíadas, infraestrutura e "Minha Casa, Minha Vida", causaram uma explosão inesperada no consumo interno de cimento e também estão mu-dando o perfil das vendas - o tradicional saco de 50 kg está perdendo espaço para emba-lagens a granel. Em 2010, as vendas do produto cresceram 15%, para 60 milhões de toneladas, segundo dados preliminares do Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento (Snic). Em 2011, com a perspectiva de crescimento menor da economia brasileira, as vendas devem desacelerar para 8% - mantendo o ritmo ainda expressivo. "Atingimos um novo patamar de consumo de cimento no Brasil", diz José Otá-vio Carvalho, presidente do Snic "As empresas estão acompanhando esse movimento para atender à demanda interna." Para atender esse crescimento sustentado, a indústria deve aumentar sua capacidade em mais de 65% nos próximos cinco anos. O levanta-mento do Snic mostra que a capacidade produtiva deve saltar dos atuais 60 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas anuais até 2016.
Outro movimento que se observa é a expansão das fábricas para diferentes regi-ões do País, além do Sul e Sudeste. "O cimento é uma carga barata, mas o frete é muito caro, o que influencia muito o custo final do produto", afirma Carvalho, do Snic. "Por isso faz muito sentido produzir já próximo das regiões consumidoras." Maior produtora de cimento do Brasil, a Votorantim Cimentos Maior produtora de cimento do Brasil, a Votorantim Cimentos anunciou no ano passado investimento de R$ 2,5 bilhões para construir oito novas fábricas de cimento, em sete estados do País. Ao todo, a meta da empresa é colocar em operação 22 novas fábricas no período de 2007 a 2013. Com isso, espera atender ao "aquecido mercado de construção civil, que deve ser alavancado por obras de infraestrutura do governo para a Copa 2014 e as O-limpíadas 2016, projetos do PAC como o Minha Casa Minha Vida, construções indus-triais e o alto consumo de varejo e evolução no segmento de moradia popular", diz a empresa em nota enviada ao iG.
No curto prazo, as empresas também estão recorrendo a importações pontuais para suprir a demanda doméstica, em especial no Nordeste. Em 2010, aproximadamente 800 mil toneladas de cimento foram importadas. Para 2011, algumas empresas projetam ampliar as compras externas, enquanto outras que não haviam importado antes já nego-ciam com possíveis fornecedores. "É uma medida de precaução, um 'plano B' da indús-tria para garantir que a oferta acompanhará o aumento das vendas enquanto as novas fábricas não entram em operação", diz Jorge Kuser, da consultoria Go4!.
O bom momento para o mercado interno de construção e infraestrutura é tanto que uma feira voltada à infraestrutura que acontecerá em abril, a Brazil Expo Road, es-tava com toda a área de exposição vendida desde novembro. "O Brasil tem muito a de-senvolver em questão de infraestrutura, e as oportunidades de negócios são enormes", diz Guilherme Ramos, diretor comercial da Brazil Expo Road, que terá 170 representan-tes de países como Alemanha, Estados Unidos e China. A estimativa dos organizadores é que os negócios gerados após o evento ultrapassem os R$ 500 milhões. "No mundo inteiro existem feiras desse tipo, mas no Brasil estamos apenas começando", diz Ramos. "Temos um caminho promissor a percorrer."
Fonte: www.cimento.org
Os investimentos mapeados em siderurgia totalizam R$ 37 bilhões. O Brasil é altamente competitivo em relação aos demais países na produção de aço. Como mostra o Gráfico 1, a siderurgia brasileira é líder mundial em termos de custos, sendo especialmente competitiva na etapa quente da produção de aço, dada a substancial vantagem no minério de ferro.
Nos últimos anos, os investimentos se concentraram em modernização, o que coloca as empresas brasileiras no estado da arte em termos tecnológicos. Contudo, essas inversões não produziram um aumento significativo da capacidade produtiva, uma vez que não houve a implantação de novas usinas.
A expectativa, no entanto, é de uma mudança no comportamento dos investimentos do setor nos próximos anos. Desde 2002, a siderurgia atravessa um bom momento, com aumento de lucratividade, redução de dívidas e maior geração de caixa. Atualmente, em contraste com o que vinha sendo observado nos últimos anos, todas as empresas brasileiras têm projetos de grande envergadura no país. Gerdau planeja investir US$ 3,8 bilhões nos próximos três anos, sendo US$ 2,3 bilhões no Brasil. A Arcelor vislumbra duplicar sua capacidade instalada até 2012, com investimentos da ordem de US$ 3,5 bilhões. A Usiminas anunciou investimentos de cerca de US$ 3 bilhões em cinco anos, que inclui a previsão de construção de nova usina com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de aço. A CSN planeja construir duas novas usinas de 4,5 milhões de toneladas/ano, cada.
Os investimentos no setor devem ser ampliados também com a entrada de novas empresas no Brasil. Trata-se sobre tudo de um movimento de deslocamento de multinacionais, atraídas pelas vantagens comparativas do país. Dentre os projetos, temos a Companhia Siderúrgica do Atlântico - joint venture entre o grupo alemão Thyssen Krupp (90%) e a Vale do Rio Doce (10%), que terá capacidade de produção de 5 milhões de toneladas por ano de placas de aço. Outra siderúrgica é a Ceará Steel- parceria entre o grupo italiano Danielli, a coreana DongKuk e a Vale do Rio Doce, com previsão de produzir 1,5 milhão de toneladas/ano de placas de aço. Como resultado desses investimentos, a perspectiva para o setor é de dobrar sua capacidade de produção de aço bruto, com um aumento do nível atual de 36 milhões de toneladas/ano para 72 milhões de toneladas/ano, em 2012. Essa expansão destina-se em sua maior parte a atender mercados externos, o que deve resultar em uma expressiva expansão do coeficiente de exportações em relação ao percentual de 34% observado em 2005.
A economia do Brasil sempre teve uma relação estreita com a extração mineral. Desde os tempos de colônia, o Brasil transformou a mineração - também responsável por parte da ocupação territorial - em um dos setores básicos da economia nacional. Atualmente, é responsável por três a cinco por cento do Produto Interno Bruto.[1]
Importante na obtenção de matérias-primas, é utilizada por indústrias metalúrgicas, siderúrgicas, fertilizantes, petroquímica e responsável pela interiorização da indústria inclusive em regiões de fronteiras. Em 2000, o setor mineral representou 8,5 % do PIB - 50,5 bilhões de dólares.[2] É um setor, portanto, de profunda importância, pois, além do que já representa para a economia nacional, o subsolo brasileiro representa um importante depósito mineral. Entre as substâncias encontradas, destacam-se o nióbio, minério de ferro (segundo maior produtor mundial), tantalita, manganês, entre outros.
Deixando de lado aspectos já mencionados, não se pode esquecer que a atividade mineradora é responsável pela criação de inúmeros empregos diretos e indiretos, representando no ano 2000, 500.000 empregos e um saldo na balança comercial de 7,7 bilhões de dólares.[2]
A previsão de aportes é de US$ 51 bilhões entre 2010 e 2014, que deve ganhar US$ 6 bilhões a partir de 2011 até 2015, segundo o executivo.
O segmento mineral brasileiro movimentou R$ 48 bilhões em 2009 e deve expandir-se 15% este ano. Antônio Lannes, gerente de dados econômicos do Ibram, destacou que a produção de minério de ferro, de 300 milhões de toneladas em 2009, principal produto de exportação brasileiro, deve dobrar nos próximos cinco anos e ter investimentos de US$ 33 bilhões. São mais de 5 mil minas no Brasil. Desenvolver tecnologias para superar as distâncias e problemas de infraestrutura de transporte e projetos de preservação ambiental fazem parte dos investimentos do setor.
Fonte: BNDES
O mercado elétrico brasileiro está estruturado em quatro submercados interco-nectados por extensas linhas de transmissão (figura 1). O consumo de eletricidade con-centra-se nos setores industrial e residencial. A região Sudeste –Centro-Oeste responde por mais de 60% do consumo total do país. Mesmo em anos de baixo crescimento eco-nômico o consumo de eletricidade cresce a taxas razoáveis, indicando ser forte a inércia de grande parte deste consumo. Os consumidores cativos respondem pela maior parte do consumo de eletricidade, porém o mercado livre vem crescendo rapidamente.
A oferta de eletricidade no Brasil é dominada por empresas estatais (67%), a maior parte sob controle federal (23%), porém a demanda está sob controle de agentes privados (88%). No Norte, o parque gerador é exclusivamente hidrelétrico; no Nordeste, apenas recentemente o parque gerador termelétrico começou a ser implantado. No Sul, onde se localizam as centrais alimentadas com carvão mineral, o parque gerador terme-létrico é relevante, assim como no Sudeste – Centro-Oeste, onde está localizado o par-que gerador nuclear. Nos submercados do Sul e Sudeste – Centro-Oeste, os distribuidores permanece-ram com a obrigação de honrar seus contratos com a binacional Itaipu, mas gozam da garantia regulatória de repasse automático deste custo para seus consumidores cativos.
Matriz de geração
O parque gerador brasileiro é dominado por centrais hidrelétricas. Como a Ener-gia Natural Afluente (ENA)16 destas centrais tem fortes flutuações sazonais e anuais (gráfico 1), os reservatórios das hidrelétricas cumprem o importante papel de acumular energia nos períodos de ENA elevada para ser utilizada nos períodos de ENA baixa. Desta forma, os reservatórios hidrelétricos permitem a oferta de uma quantidade adicio-nal de energia hidrelétrica nos períodos de ENA baixa, aumentando a confiabilidade do suprimento hidrelétrico.
O setor de energia no Brasil é visto hoje como um dos gargalos econômicos que impedem o crescimento do país. Por isso, há necessidade investir neste setor e de plane-jar seu crescimento de maneira sustentável, utilizando técnicas de eficiência energética, que reduzem o desperdício de energia e, conseqüentemente, a demanda, fontes de ener-gia renováveis não-convencionais como solar térmica, eólica e biomassa.
Fonte: Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Em janeiro de 2007, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma nova lei federal de água e saneamento (Lei 11.445/07 para o saneamento básico) que traça novas políticas setoriais. A lei tem como alvo o aumento de investimentos destinados ao aumento de acesso universal de água e saneamento, e leva em consideração as especificidades locais e o uso de tecnologias apropriadas que estejam em linha com a capacidade de pagamento do usuário. A lei também tem como meta aumentar a transparência e o "controle social" e estabelece um acordo entre os interesses divergentes de um grupo diverso de stakeholders. Assim, a lei deixa alguns temas indefinidos. Um destes temas seria a responsabilidade pela provisão de serviços nos grandes centros metropolitanos, uma área que alguns municípios desafiaram a constitucionalidade da provisão de serviços das companhias estaduais. O Supremo Tribunal Federal está neste momento trabalhando em dois casos parecidos. Não obstante, a lei preenche um espaço ao prover a base legal para o papel do governo federal em água e saneamento, papel este que esteve indefinido durante os últimos 20 anos.
No mesmo mês, o Presidente anunciou o novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que inclui investimentos significativos em diversas áreas, inclusive na provisão de habitação e água e saneamento.
A aplicação de recursos por meio do governo federal para extensão do fornecimento é limitada pela sintonia com as Câmaras Municipais, pois somente cerca de uma centena municípios entre os mais de 5,5 mil do País, dispõem de planos aprovados.
O total investido em água e saneamento em 2005 por provedores de serviço participando do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) foi de R$3,55 bilhões, incluindo R$1,53 bilhão para água e R$1,35 bilhão para saneamento e R$0.67 bilhão em outras áreas.
Foi estimado que investimentos em infra-estrutura de água e saneamento de cerca de R$9,6 bilhões (US$24 per capita ou 0,7% do PIB) anuais, ou três vezes o nível de 2005, sejam necessários para se conseguir o acesso universal.
Recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Logística – ASLOG teve como um dos objetivos conhecer a opinião das empresas usuárias dos serviços logísticos oferecidos ao mercado brasileiro, além de identificar motivações, oportunidades e dificuldades envolvidas no processo de seleção, avaliação, contratação e performance das empresas prestadoras de serviços logísticos.
O segundo foco foi mapear as principais informações a respeito da remuneração dos profissionais do segmento logístico no Brasil. É importante salientar que a participação das empresas dispostas a compartilhar suas informações com as demais companhias envolvidas na enquete cresceu 56,5% em relação a 2009.
Dados de maior relevo levantados com a pesquisa (referente ao mercado):
A atividade logística é extremamente abrangente e segmentada, incluindo transporte, estoque e armazenamento de insumos e produtos. Uma das atividades mais sofisticadas no mercado logístico é a prestação de serviços de planejamento e administração logística, na qual as operações logísticas dos clientes são analisadas, reestruturadas e administradas por uma companhia, com foco nos principais negócios dos clientes. O setor logístico está em amplo crescimento e modernização de seus processos, sendo o Brasil um mercado altamente promissor devido à dimensão territorial e, principalmente, ao intrincado sistema tributário que envolve a produção e distribuição de mercadorias.
O mercado de logística brasileiro também experimentou mudanças significativas, com alterações no principal meio de transporte. Essa mudança teve início nos anos 90 como resultado do processo de privatização das linhas férreas, que aumentou significativamente sua credibilidade e uso, principalmente em operações logísticas envolvendo o transporte marítimo e rodoviário. Em contrapartida, a privatização dos portos reduziu os custos operacionais e viabilizou a navegação de cabotagem, um tipo de transporte extremamente popular no mercado logístico brasileiro. Desde o início da década de 90, o comércio mundial tem crescido fortemente, com taxa anualizada de aproximadamente 8,0%, segundo dados do FMI. De 2002 a 2006, o crescimento acelerou-se, com a taxa média anual passando para 17%. Segundo a Associação Brasileira dos Terminais de Containers de Uso Publico (ABRATEC), no mesmo período a movimentação de cargas gerais aumentou em aproximadamente 15% ao ano.
Fonte: BNDES e Associação Brasileira de Logística
A elevada concentração de investimentos em petróleo e gás já era esperada. Perto de 20% dos valores levantados - ou R$ 184 bilhões referem-se a projetos desse setor. Os in-vestimentos em exploração e produção devem permitir um aumento da produção de óleo e GNL (gás natural liquefeito) de 1,9 milhão de barris/dia, em 2006, para 2,4 milhões de bar-ris/dia, em 2010.
Uma conjunção de fatores extremamente positiva promoveu o crescimento dos in-vestimentos do setor ao longo dos últimos anos e permitiu ao Brasil alcançar em 2006 a meta de auto-suficiência em petróleo. Os dois elementos mais importantes são, de um lado, a carteira de descobertas favoráveis associada ao desenvolvimento tecnológico brasileiro e, de outro, altos preços internacionais, com perspectiva de sustentação.
O principal investidor nesse setor é a Petrobras, com cerca de 75% do total. Dada a elevada capacidade financeira da empresa, as limitações existentes à sua capacidade de investimento são basicamente decorrentes das dificuldades de, no curto prazo, mobilizar recursos humanos e infra-estrutura de serviços terceirizados para levar à frente um volume maior de projetos. Vislumbra-se que a empresa venha a realizar um volume recorde de investimentos, que supere, em termos reais, os montantes observados na década de 1970 e início dos anos 1980, quando teve início a produção na Bacia de Campos.
Pré - salApesar de ainda estar intacto, sete mil metros abaixo da superfície do mar, o petró-leo depositado na camada pré-sal já é o combustível de uma corrida por investimentos bili-onários em terra firme, são obras de infra - estrutura e logística, e negócios nos setores por-tuário, aeroportuário, hoteleiro, imobiliário, naval e de pesquisa tecnológica. A Petrobras projetava investir 65 bilhões de dólares (4% do PIB) entre 2008-2012. Agora, deve elevar os planos de investimento. Mas dadas as magnitudes envolvidas, não parece que a Petrobras conseguirá sozinha contemplar todo o investimento necessário para a exploração do pré-sal. A conclusão é que exploração do pré-sal vai precisar de considerá-veis investimentos privados. Os portos receberão atenção especial nesse fluxo de dinheiro. Dezenove empresas nacionais e internacionais já comunicaram à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a intenção de explorar terminais ou áreas arrendadas em portos de todo o país, vi-sando à movimentação gerada direta ou indiretamente pelo pré-sal. Técnicos da Antaq es-timam que só esses projetos têm potencial para captar entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bi-lhões em atividades como apoio offshore (abastecimento de plataformas), apoio marítimo, produção de tubos flexíveis, entre outras.
Especificamente nos terminais do Rio, haverá o aporte de mais de R$ 2,5 bilhões nos próximos anos. Além do R$ 1,345 bilhão que chegará, até 2013, para obras de draga-gem e reforma por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 - nos portos da capital, de Angra dos Reis e Itaguaí - também haverá investimentos privados vi-sando ao fluxo do pré-sal. Segundo a Companhia Docas do Rio, o Porto de Angra terá seu terminal triplicado nos próximos anos. Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, o pré-sal também está estimulando investimento em pesquisa científica. As empresas Baker Hughes, Usimi-nas e Schlumberger vão instalar três centros de pesquisa em mais de 15 mil metros quadra-dos do Centro Tecnológico da UFRJ, no Fundão, gastando mais de R$ 131 milhões no to-tal.
Fonte: BNDES - Diversos
Entre os principais produtores mundiais de celulose e papel, o Brasil é referência internacional nesse setor, não apenas pela grande volume produzido mas devido as suas práticas sustentáveis. O principal diferencial competitivo é que 100% da produção de celulose e papel no País são provenientes de florestas plantadas, que são recursos renováveis. Isso coloca o Brasil em níveis superiores de competitividade em relação aos maioresplayers globais, uma vez que eles ainda fazem uso de florestas naturais para produzir celulose e papel. De forma semelhante à agricultura, que cultiva e colhe soja, café, milho, entre outros produtos, o setor cultiva florestas, plantando e colhendo duas espécies de árvores – o pínus e o eucalipto – a fim de obter a celulose, matéria prima para produção do papel.
As florestas plantadas pelo setor de celulose e papel do Brasil são as mais produtivas do mundo. Atualmente, as plantações de eucalipto produzem uma média anual de 41m³ de madeira por hectare; em relação às plantações de pínus, a produtividade média anual é de 35m³ por hectare. Os altos níveis alcançados são resultados de 30 anos de pesquisa em melhoramento genético das espécies que, por meio do cruzamento de diferentes variedades, geram plantas mais resistentes a pragas, com maior crescimento, melhor qualidade e maior quantidade de fibras. Tudo isso, somado ao clima favorável e aos avanços nos tratos culturais levam à maior produtividade.
Assim, enquanto no Brasil são necessários cerca de 100 mil hectares para obter produção anual de um milhão de toneladas de celulose, os países da Escandinávia e da Península Ibérica precisam de uma área de 720 mil e 300 mil hectares, respectivamente, para produzir o mesmo volume anual de celulose.
Atualmente há 5,5 milhões de hectares de florestas plantadas do Brasil, dos quais 1,7 milhão de hectares são destinados à produção de celulose e papel. Essa área equivale a apenas 0,2% das terras agricultáveis do País.
Produção mundial de celuloseCom uma produção no total de 12,85 milhões de toneladas, o Brasil conquistou em 2008 o quarto lugar no ranking dos produtores mundiais de celulose. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel – Bracelpa -, o País superou a Finlândia (12,5 milhões de toneladas) e a Suécia (12,4 milhões de toneladas), que, respectivamente, ocuparam a quinta e a sexta posições.
O crescimento da produção nacional é da ordem de 7,0 % em relação a 2007, quando as empresas do setor totalizaram 12 milhões de toneladas de celulose. As empresas de celulose e papel instaladas no Brasil são referência mundial em manejo florestal e sustentabilidade, com destaque para o fato de que 100% da produção de celulose e papel no Brasil vem de florestas plantadas, que são recursos renováveis. Além disso, o setor investiu muito em pesquisa e, hoje, as florestas plantadas alcançaram a maior produtividade do mundo – em média, 41 m3/ha/ano para o eucalipto e 35 m3/ha/ano para o pínus. Segundo a entidade, a expectativa é manter a quarta posição no mercado mundial e atingir produção de 13 milhões de toneladas em 2009. Os principais concorrentes do setor, na Europa e América do Norte têm maior custo de produção em relação à madeira e à energia, o que levará ao fechamento de algumas fábricas. Outras, por sua vez, estão se tornando obsoletas. Além disso, esses mercados também sofrem os reflexos da crise internacional.
Nesse momento, para o setor, uma importante medida emergencial do governo seria o aumento da oferta de linhas de crédito para exportação, de acordo com a Bracelpa. Outro ponto importante, que envolve também os governos estaduais, seria a liberação do crédito de ICMS relativo às exportações e a criação de um regime especial que interrompa a geração desses créditos para exportações futuras. Até que o cenário esteja mais definido e pela falta de linhas de crédito e de financiamento, as empresas revisaram seus investimentos.
Representantes do setor de papel e celulose prevêem investimentos na ordem de US$ 14,4 bilhões até 2012 para desenvolver sua capacidade produtiva, após obter crescimento de 50% nas exportações do ano passado. O objetivo é expandir o volume de exportações e sanar a demanda interna para diminuir as importações do produto. A indústria nacional de papel e celulose busca uma maior penetração no terreno doméstico e internacional e já ostenta a marca de ser o 7º maior produtor mundial de celulose e 11º no ranking em relação ao segmento de papel. A previsão é de gerar aproximadamente 60 mil novos empregos.
A concretização do projeto prevê a aquisição de carteiras de ações das empresas de papel e celulose pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e a conseqüente venda dos papéis no mercado de renda variável. O capital adquirido através da operação, seria, então, revertido e aplicado no setor. "O primeiro passo nesta direção já foi dado, com o recente anúncio do processo para venda de ações da Votorantim Celulose Papel, pertencentes ao BNDESPar", comemorou o presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Osmar Zogbi em entrevista à Agência Brasil.
Números setoriais revelam o quanto a demanda pelo produto vem crescendo anualmente. A China, o país mais populoso do mundo, é um mercado em ascensão que tem contribuído para alavancar as exportações brasileiras. Ano passado, a Ásia foi o destino final de uma fatia de 28% das exportações de celulose, atrás somente da Europa, que importou 44% do produto brasileiro. Já em relação ao papel, a América Latina ganha em expressividade no mercado verde-amarelo, pois adquiriu 43% da commoditie. Aliás, a exportação ainda será a lenha que manterá aquecido o setor de papel e celulose no ano corrente. Somente a celulose foi responsável por exportar um número previsto pela Bracelpa de US$ 3,1 bilhões, com superávit projetado de US 2,5 bilhões em 2003. Ainda não há perspectivas para 2004, mas analistas do mercado já comentam em crescimento de aproximadamente 10%. Dados sinalizam que até 2005 o intuito é o de exportar US$ 3,8 bilhões.
As principais empresas do ramo no Brasil já estão correndo atrás de uma melhor colocação no ranking do setor e o reflexo do bom desempenho foi sentido na Bolsa de Valores. A Klabin elevou seus papéis em 274% no ano passado. A Suzano subiu 161% e a Aracruz valorizou 65%. Analistas afirmam que é recomendável a compra de ações para 2004. Tudo indica que o setor tende a repetir os bons resultados de 2003, mas ainda há algumas reivindicações ao governo: redução da carga tributária, financiamentos compatíveis com as necessidades setoriais e apoio ã expansão florestal.
O setor petroquímico vive um momento mais que positivo quando o assunto é o mercado interno. A demanda encontra-se tão elevada que a maior empresa brasileira do setor, a Braskem, opera próximo à sua capacidade máxima. "As perspectivas são bastante positivas. A demanda é crescente e impulsionada por setores como o de construção civil e de bens de consumo", explica o analista da SLW, Erick Scott Hood.
A recuperação do mercado brasileiro em 2009 e as perspectivas de forte crescimento da economia doméstica para 2010 traçam um cenário favorável para o desenvolvimento dos negócios neste ano. Mantida a normalidade econômica, a expectativa para a indústria petroquímica nos primeiros meses de 2010 é positiva. Caso o PIB brasileiro cresça aproximadamente 6% neste ano, a demanda por resinas deve registrar um crescimento de 8% a 9% sobre o ano passado. Hood projeta que a demanda elevada deverá permanecer ainda por alguns trimestres e pode até levar a um reajuste de preços no Brasil. Este incremento, entretanto, não deve ser expressivo, já que caso haja uma elevação muito grande nos preços locais, as empresas brasileiras tendem a importar. "O aumento da demanda pode provocar repasses, mas o setor petroquímico mundial está entrando no chamado ciclo de baixa, em que há o excesso de oferta. Se os preços internos se diferenciarem muito, há o aumento da importação", destaca.
RentabilidadeA preocupação está relacionada ao anúncio de entrada de novas capacidades, principalmente no Oriente Médio e Ásia. Este aumento é bem superior ao crescimento da demanda mundial, o que deverá pressionar novamente a rentabilidade do setor no mundo. Além disso, o preço da resina e de petroquímicos básicos no mercado internacional deve passar por novas quedas nos próximos dois anos, refletindo o arrefecimento econômico mundial.
Em apresentação recente a analistas e investidores, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, declarou que o aumento da demanda interna por produtos petroquímicos, com destaque para as resinas termoplásticas, permitirá à Braskem operar durante o ano com taxa máxima de utilização em suas centrais petroquímicas. A previsão é de que a capacidade utilizada fique acima de 97% neste ano.
InvestimentosCom as estimativas favoráveis no mercado interno, as petroquímicas irão ampliar os investimentos nos próximos anos. Sob o impacto da união Braskem-Quattor, o setor vai mais do que triplicar os investimentos em relação aos US$ 5 bilhões do período 2005-2008. Segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão aplicados US$ 17 bilhões na petroquímica até 2013, um aumento de 240% em relação ao quadriênio anterior. Entre os projetos em curso, estão o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o Polo Petroquímico de Suape, em Pernambuco, que devem consumir US$ 8,4 bilhões e US$ 2 bilhões, respectivamente. A Braskem investirá mais de R$ 1 bilhão este ano. Esta estimativa não leva em consideração a incorporação dos ativos da Quattor e eventuais paradas de produção. Os investimentos contemplam expansão de capacidade, novos projetos e paradas programadas. Serão investidos R$ 250 milhões na planta de polietileno verde, que deve começar a operar no último trimestre deste ano; R$ 200 milhões serão destinados às provisões de expansões, incluindo paradas programadas; R$ 40 milhões serão investidos no México; R$ 460 milhões devem ir para a produtividade e R$ 70 milhões serão investidos na Venezuela. A Petroquisa, subsidiária da Petrobras para o setor petroquímico, prevê aportes de R$ 60,6 milhões em projetos em andamento. De acordo com o balanço da companhia, as perspectivas para o ano são boas, em virtude da recuperação da economia global.
Consumo domésticoO início de 2009 foi marcado pela forte retração do consumo doméstico e internacional em razão da crise econômica, que levou a Braskem a operar suas fábricas com 55% de sua capacidade nominal até o final de janeiro. A recuperação foi intensificada durante o segundo semestre, com um crescimento de 18% na comparação com o primeiro semestre. As importações continuaram a ter uma participação relevante no mercado brasileiro, 22%, devido à volatilidade de preços no mercado internacional e à menor demanda dos países desenvolvidos, além da apreciação do real ao longo do ano. Diante do quadro atual positivo, a Braskem deve tomar duas importantes decisões até o final do primeiro semestre em relação a dois grandes projetos: o modo como será sua participação no Complexo Petroquímico de Suape (PE) e no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), ambos em parceria com a Petrobras. Este ano, a Braskem planeja investir R$ 1,1 bilhão. A Petrobras pretende ampliar a capacidade das unidades de refino do Comperj. Serão duas unidades com capacidade de refinar 165 mil barris por dia, a primeira entrando em operação em setembro de 2013 e a segunda cerca de dois anos depois.
Fonte: Monitor Mercantil e Diversos
O setor automotivo registrou bom desempenho em 2010. Todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte) apresentaram dados positivos no período. Automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus se destacaram no mês de dezembro e no acumulado do ano, apresentando os melhores períodos da história.As vendas devem continuar crescendo em 2011, embora num ritmo menor. Os dados são da da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
Os emplacamentos de veículos somaram 5.444.387 unidades em 2010, ante 4.842.736 unidades no ano anterior, numa alta de 12,42%. Entre novembro e dezembro, o crescimento do setor foi ainda maior, atingindo 19,02%, passando de 498.233 unidades para 593.013 unidades. Automóveis e Comerciais leves – O volume de vendas no varejo alcançou 3.329.170 unidades no acumulado de 2010, contra 3.009.201 unidades no ano anterior, registrando aumento de 10,63%. Foram emplacadas 361.197 unidades em dezembro, contra 311.410 unidades em novembro. O desempenho dos segmentos foi 15,99% maior de novembro para dezembro.
Caminhões e Ônibus – Foram vendidos 157.633 caminhões no ano passado, ante 109.143 unidades no mesmo período de 2009, uma alta de 44,43%. Comparando com o resultado de dezembro com novembro, o setor apresentou evolução de 19,85%. Foram emplacadas 17.478 unidades em dezembro, contra 14.583 unidades no mês anterior. O segmento de ônibus apresentou crescimento de 25,32% comparando os acumulados, passando de 22.595 unidades para 28.317. De novembro para dezembro, o crescimento foi 12,20%, saltando de 2.516 caminhões para 2.823. Motos – O segmento apresentou crescimento de 12,10% na comparação entre os acumulados, passando de 1.609.180 unidades em 2009 para 1.803.864 em 2010. Comparando o resultado dos meses de novembro e dezembro, o setor de duas rodas registrou alta de 24,54%, aumentando de 158.509 unidades emplacadas para 197.405. Segundo Reze, o mercado de duas rodas está se recuperando com a ajuda dos consórcios. O segmento registrou o melhor desempenho nos meses de dezembro da história e no ranking dos acumulados do ano. O resultado só foi superado por 2008, quando foram comercializadas 1.905.514 unidades.
Implementos Rodoviários – Foram vendidos 58.788 implementos rodoviários de janeiro a dezembro de 2010, contra 40.212 unidades no mesmo período de 2009, num acréscimo de 46,20%. De novembro para dezembro, o setor apresentou alta de 32,51%, saltando de 5.288 unidades para 7.007.
Outros – Outros veículos, como carretinhas, apresentaram crescimento de 27,12% comparando os acumulados, passando de 52.405 unidades para 66.615 unidades.
2011Para 2011, a previsão é de crescimento de 5,20% para o setor automobilístico (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos), de acordo com as estimativas da MB Associados, consultoria econômica parceira da Fenabrave. As vendas de veículos devem chegar a 5.595.722 unidades. Só automóveis e comerciais leves devem contabilizar 3.468.995 unidades comercializadas, num crescimento de 4,20% em relação a 2010. As vendas de caminhões podem chegar a 181.593 unidades, atingindo alta de 15,20% e os ônibus a 31.234 unidades (10,30%). Já a evolução das motos pode atingir 6,10%, totalizando 1.913.900 unidades.
O faturamento da indústria de autopeças deve chegar a US$ 53,4 bilhões em 2011, de acordo com as estimativas do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Segundo balanço anual do setor, distribuído na 10º Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, hoje (12), em 2010, o faturamento foi US$ 49,8 bilhões, com um crescimento de 14,2% ante 2009. Os investimentos subiram de US$ 631 milhões, em 2009, para US$ 1,5 bilhão em 2010.
Os dados indicam que, em 2010, a frota brasileira de veículos era de 32,5 milhões de unidades, 8,4% a mais do que em 2009. Hoje, há um veículo para cada 5,9 habitantes, enquanto, em 2000, a relação era de um veículo para 8,4 pessoas. A idade média desses automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus passou de 8 anos e 10 meses para 8 anos e 8 meses. Aqueles com 4 a 20 anos de fabricação são 67% da frota.
De acordo com o presidente do Sindipeças, Paulo Roberto Butori, a indústria de autopeças brasileira tem sofrido muito com o câmbio que, com o dólar desvalorizado, resultou na transformação do setor de exportador, com saldo líquido na balança comercial, para importador. "Passamos de um saldo comercial positivo de US$ 2 bilhões, para este ano, seguramente, chegarmos a US$ 4,5 bilhões negativos. Então, em cinco anos, a diferença da balança comercial foi de US$ 6,5 bilhões, somando os anos. Só vem se agravando esse problema".
Um dos principais motivos para esse quadro foi o aumento da alíquota do Imposto de Importação. Segundo ele, o imposto tinha alíquotas de 8%, 9% e 10% e, desde junho do ano passado, os índices passaram a ser de 14%, 16% e 18%. "Volta a alíquota original deixando de ter aquela redução que foi provocada em 2002. Mesmo assim, nós estamos temerosos do nosso futuro, porque o mundo é muito competitivo. As taxas de juros que temos aqui para investimento são muito maiores que as do mercado internacional. O investimento é taxado, ao invés de ter vantagem, tem oneração tributária".
O presidente do Sindipeças ressaltou que a China também é um problema e, ao contrário do que se diz, o Brasil tem, sim, uma forte balança comercial com aquele país. "Quando fala-se que o saldo comercial da China com o Brasil, com as commodities, é de US$ 5 bilhões, não se fala o quanto vem em outros produtos fabricados no mundo que estamos importando e que têm componentes chineses embutidos. A China tem saldo comercial muito pujante com o Brasil".
A sugestão do setor é a de que o governo atue de perto com relação à taxa de câmbio. Para Butori, os fabricantes de autopeças não podem mais conviver as taxas atuais. "A taxa de juros para investimento também, porque ela não pode ser maior do que a do mercado internacional. Tem que pensar na oneração do investimento porque, senão, nunca vamos ser competitivos. E tem que nos ajudar nas parcerias com universidades em projetos de pesquisa e desenvolvimento para que comecemos a ter patentes nossas e que sejam competitivas internacionalmente", afirmou.
Fonte: EXAME.com